Projeto de extensão “Oscar e a UNILA” realiza oficina com crianças da rede pública de ensino de Foz do Iguaçu

Estudantes do 4° e 5º ano da Escola Najla Barakat participaram de oficina de contação de histórias e desenho sobre o arquiteto Oscar Niemeyer e o Campus Arandu 

Durante a oficina do projeto “Oscar e a UNILA”, a bolsista Kau Galvão conduziu atividades com estudantes da Escola Municipal Najla Barakat, em Foz do Iguaçu. Foto: Ana Carvalho/SECOM.

Na última quinta-feira, dia 18 de junho, extensionistas do projeto de extensão “Oscar e a UNILA” realizaram uma oficina com os alunos do 4º e 5º ano da Escola Municipal Najla Barakat, localizada no Jardim Itaipu, em Foz do Iguaçu. A proposta dos extensionistas consiste na criação gráfica e na produção editorial de um livro infantil voltado a apresentar, de forma acessível, a história e o legado da obra do arquiteto Oscar Niemeyer.

 O principal objetivo da oficina foi validar o material desenvolvido e avaliar se o enredo e a linguagem estão adequados ao público infantil. Além disso, a atividade também possibilitou a coleta de ilustrações feitas pelas próprias crianças, que poderão integrar a publicação final. A escola foi escolhida por ser a instituição de ensino mais próxima à construção do Campus Arandu, favorecendo o envolvimento da comunidade do entorno em atividades ligadas ao novo campus da UNILA.

Durante a aplicação da atividade, os estudantes participaram de uma série de ações, sendo a primeira delas uma roda de contação de histórias. Em seguida, conversaram sobre arquitetura, geografia da América Latina e fauna da Mata Atlântica, entre outros elementos presentes na história. Na etapa final, tiveram a oportunidade de desenhar, pintar e completar ilustrações.

De acordo com a chefe da Secretaria de Comunicação Social da UNILA e responsável pelo projeto, Michele Dacas, o planejamento da equipe foi fundamental para concretizar o principal objetivo da oficina. “Nosso maior desejo era levar essa história para a escola antes mesmo do livro estar pronto, justamente para garantir que o olhar e a perspectiva dessas crianças fizessem parte da publicação final”, destaca. 

Ainda segundo Michele, a oficina de roteiro e ilustração literária realizada na escola foi o primeiro passo em um plano maior de aproximação com a comunidade escolar, já que os extensionistas pretendem replicar o modelo em outras instituições. A ideia é que o livro seja utilizado como instrumento pedagógico, acompanhado de dinâmicas mediadas e de um glossário com aspectos históricos e sociais sobre Oscar Niemeyer, a UNILA e a integração latino-americana.

Alunos do 4° e 5º ano puderam explorar a arte como ferramenta de construção de narrativas. Foto: Ana Carvalho/SECOM.

A bolsista do projeto, Kau Galvão Moreira dos Santos, detalhou como foi a dinâmica para prender a atenção do público infantil e introduzir o papel da universidade. “A maioria conhece a UNILA somente por nome, não tem muita informação sobre a universidade, então a gente fez essa contação da história do campus, desenvolveu uma conversa com imagens e desenhos do livro para envolver elas”, explica. Esse contato com o universo lúdico da fauna e das ilustrações foi a principal descoberta para as crianças, como explica Maria Luísa Clara Barbosa, estudante do 4º ano da escola. “A gente aprendeu diversas coisas, quem não sabia dos bichos, conseguiu saber de onde vieram”, destaca.

Para a professora da escola, Cristiane Vieira da Luz, a oficina foi fundamental para apresentar o ensino superior aos alunos e despertar neles o desejo de ingressar na universidade. “Talvez este seja o primeiro contato da criança com o que é uma universidade. Conhecer a UNILA, uma instituição tão próxima a nós, é importante pois muitas vezes esse universo acaba passando despercebido pelos pequenos”, reflete.

O bolsista do projeto, Mateus Ieker, destaca o potencial da iniciativa em instigar as crianças a enxergarem a UNILA como um caminho possível para o futuro delas. “Não vamos à escola apenas para apresentar a UNILA, mas para entender como as crianças a percebem. Queremos que elas se sintam co-autoras dessa história, reconhecendo a universidade como um espaço seu”, afirma. 

A coordenadora pedagógica da instituição, Kácilla Sandoval, também destacou o impacto a longo prazo de atividades como esta em instigar a comunidade escolar e aproximar a realidade acadêmica do futuro dos jovens. “Como alguns alunos têm pais que estudam na UNILA, acho importante esse contato precoce, pois eles já começam a visualizar a possibilidade de um dia também estarem lá”, avalia.

Sobre o projeto

A iniciativa integra um conjunto de cinco projetos de extensão selecionados pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). As atividades extensionistas desenvolvidas no Campus Arandu são financiadas pela Itaipu Binacional, no âmbito do acordo de cooperação internacional firmado entre a binacional e o UNOPS para a retomada das obras do novo campus.

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