Canteiro de obras do Campus Arandu recebe Feira Agroecológica e Cultural da UNILA

A iniciativa buscou integrar trabalhadores do novo campus com a universidade e com empreendedores locais

Feira Agroecológica da UNILA esteve, pela primeira vez, no canteiro de obras do Campus Arandu. Foto: Aline Czezacki/UNOPS

Nesta terça, dia 11, o Campus Arandu recebeu, pela primeira vez, a Feira Agroecológica e Cultural da UNILA, com o objetivo de aproximar os trabalhadores do canteiro de obras com o empreendedorismo da região e a comunidade acadêmica da UNILA. Ao todo, 19 feirantes participaram da atividade, vendendo alimentos, artesanato, cosméticos naturais, roupas, acessórios, e outros produtos típicos da América Latina e do Caribe. 

Para a professora de Desenvolvimento Rural e coordenadora da Feira Agroecológica, Patrícia dos Santos Pinheiro, a diversidade de produtos é também um reflexo da própria comunidade da universidade. “Cada feira tem pessoas de pelo menos 10 países diferentes, e é isso que constrói a feira. Cada um traz um pouquinho do seu conhecimento e da sua identidade. Todos os produtos são feitos com muito cuidado, tendo sempre em mente a produção agroecológica”, conta.

Além de aproximar diferentes públicos que fazem parte da história do Campus Arandu, a iniciativa também contribuiu para impulsionar o trabalho de pequenos empreendedores e fortalecer as conexões entre o novo espaço e a comunidade local. “Na obra da UNILA temos muitos trabalhadores de Foz do Iguaçu e região que não conhecem a universidade e a feira, e trazê-las para dentro da nossa obra é uma oportunidade de fortalecer os negócios locais, além de promover um encontro da cultura latino-americana com comidas e artesanatos típicos de vários países”, explica Ana Laura Lobato, especialista de Gênero, Diversidade e Inclusão do UNOPS.

Extensão para o fortalecimento do empreendedorismo local 

A realização da feira no Campus Arandu também está vinculada à uma ação do projeto de extensão “Desenvolvimento do Potencial Empreendedor Local”, desenvolvido pelos bolsistas Nadia Villanueva Pereira e Macson Leal, sob orientação da professora Katya Regina de Freitas Zara.

O projeto busca apoiar trabalhadores, familiares e moradores dos bairros vizinhos na criação e no aprimoramento de seus próprios negócios, incentivando a geração de renda e a autonomia financeira. Para Macson, a realização do evento contribui para aproximar o projeto de extensão do cotidiano do campus.

“Essa é uma oportunidade de envolver ainda mais o Campus Arandu no nosso projeto. A interação mais próxima entre os trabalhadores do canteiro e os pequenos empreendedores que fazem parte da comunidade acadêmica é muito importante e representa a criação de uma nova ponte”, explicou.

Para Nadia, a realização da feira também reforça a proposta central do projeto de extensão: o incentivo ao empreendedorismo. “É uma forma de trazer ao Campus Arandu, antes mesmo da sua conclusão, quem vai ocupar esse espaço no futuro”, completou.

A experiência também foi marcante para os feirantes. Nadir Mendes, que vende açaí e participa da Feira Agroecológica da UNILA há dois anos, ficou surpresa com o movimento e o volume de vendas durante a ação no Campus Arandu. “Foi uma experiência muito boa. Eu vendi tudo muito rápido. E a confiança do cliente na gente traz uma alegria imensa, que nenhum dinheiro paga. É esse o fluxo de vendas que eu preciso sempre. Eu viria para cá toda semana se pudesse”, relatou.

Artesã e responsável pela produção de peças feitas com uma técnica indígena, Noelia Conte também teve uma impressão positiva da experiência. “Eu gostei muito das pessoas, que foram super receptivas. É um espaço novo, em que a gente tem contato com quem está trabalhando. Tivemos bastante movimento. Eu viria mais vezes, com certeza”, afirmou.

Feira levou produtos, cultura e diversidade da América Latina para dentro do canteiro de obras. Foto: Aline Czezacki/UNOPS

Uma feira construída pela diversidade

A Feira Agroecológica e Cultural da UNILA existe desde 2017 e integra um projeto de extensão da universidade, funcionando como uma ação estratégica voltada ao auto sustento e à segurança alimentar da comunidade acadêmica. Ela acontece semanalmente, às quartas-feiras no Jardim Universitário e às quintas-feiras no Campus Integração.

Atualmente coordenada pela professora Patrícia dos Santos Pinheiro, a iniciativa também se consolidou como um espaço de convivência e troca cultural. Segundo a professora, o envolvimento dos estudantes é uma das características que acompanha a feira desde o início. “A ideia é que a feira seja sempre um local de trocas e efervescência cultural, representando o corpo estudantil da universidade”, destaca.

Para a artesã Noelia, a convivência entre os próprios feirantes é outra parte importante da experiência. “É uma ótima oportunidade para conhecer gente nova sempre. A comunidade que se formou entre os feirantes é linda, é uma relação de muito companheirismo”, finalizou.

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