Cuidados ambientais integram a rotina no canteiro de obras do Campus Arandu

Em comemoração ao Dia da Árvore, trabalhadores receberam 75 mudas para plantio em Foz do Iguaçu

A atividade realizada promove a plantação de novas árvores por meio da educação ambiental. Foto: Aline Czezacki/UNOPS.

Nesta quinta-feira, dia 24, os trabalhadores do canteiro de obras do Campus Arandu participaram de uma ação temática do Dia da Árvore, celebrado no dia 21 de setembro. Durante os Diálogos Diários de Segurança (DDS) foram distribuídas aos trabalhadores 75 mudas de Ipê-roxo e Uvaia doadas pelo Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. O objetivo da atividade é aproveitar a data para aproximar a discussão ambiental da rotina de quem trabalha na construção do novo campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

Para Lilian Martins Sobral, técnica ambiental do consórcio construtor MPD & Ankara UNILA, falar sobre árvores dentro de uma obra é uma oportunidade para mostrar a relação direta da construção civil com o meio ambiente. “O que eu quero mostrar para eles é que não apenas essa obra, mas toda atividade do ser humano tem um impacto ambiental. O diferencial é a forma com que o trabalho é executado, porque dependendo da forma como você atua, você é capaz de diminuir esse impacto”, ressalta Lilian.

As árvores doadas aos trabalhadores ainda têm como objetivo transformar a discussão sobre a importância das árvores em uma ação concreta fora do ambiente de trabalho, bem como conectar o cotidiano da obra à preservação. Durante o diálogo de segurança, a técnica ambiental ainda explicou aos funcionários da obra como itens comuns do dia a dia, a exemplo do tijolo ou dos moldes de madeira usados na estrutura, têm origem na natureza.

Compensação ambiental e monitoramento

A iniciativa também tem relação com as medidas de compensação ambiental previstas no processo de licenciamento. Segundo Lilian, mais de duas mil mudas já foram doadas como parte da compensação dos impactos provocados pelas intervenções realizadas na obra.

Mudas que serão plantadas em diferentes pontos de Foz do Iguaçu pelos trabalhadores do Campus Arandu. Foto: Aline Czezacki/UNOPS.

Além disso, a equipe realiza uma série de atividades para otimizar o acompanhamento ambiental no canteiro. Entre elas está o monitoramento da fumaça preta dos veículos movidos a diesel para garantir a emissão de poluentes dentro do permitido por lei, o aproveitamento e o acompanhamento do uso de recursos hídricos da obra, o monitoramento do solo e do ruído na região, bem como a testagem da potabilidade da água para os mais de 500 colaboradores do canteiro.

Ter uma profissional dedicada às questões ambientais é um dos diferenciais do canteiro. Segundo Lilian, essa função ainda não é comum em obras e, muitas vezes, acaba sendo acumulada pelo técnico de segurança. A obra do Campus Arandu está inserida próxima à uma área de preservação, o que amplia a necessidade de monitoramento dos impactos ambientais. “Construir aqui vai ter muito mais impacto do que no meio de uma grande cidade cheia de prédios”, ressalta a técnica.

Educação ambiental no canteiro

A separação correta dos resíduos, o cuidado com a fauna e outras práticas ambientais dependem diretamente da participação dos trabalhadores. Por isso, os DDS ocorrem periodicamente para reforçar procedimentos e abordar temas como segregação de resíduos, proteção à fauna e os efeitos da exposição do solo à chuva.

A técnica ambiental Lilian conduziu o diálogo sobre meio ambiente com os trabalhadores no canteiro de obras na manhã desta quinta-feira. Foto: Aline Czezacki/UNOPS.

Para Lilian, a educação ambiental é a chave para que essas práticas façam parte da rotina. “Se eu não conseguir educar os colaboradores, o restante cai por terra”, enfatiza. A técnica também destaca a importância de demonstrar, na prática, os impactos e procedimentos abordados. “Muitas vezes só falar não resolve. Você tem que demonstrar”, explica.

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