Oficinas de combate à violência de gênero reforçaram a importância de espaços seguros para trabalhadores e para a comunidade

Com o encerramento do primeiro ciclo de extensão da UNILA em parceria com o UNOPS, o projeto “Kuña Arandu: Rede de Escuta, Diálogo e Saberes” concluiu seu ano de atuação. Durante esse período, o objetivo central da iniciativa foi criar espaços seguros de acolhimento e formação política, abordando temas como patriarcado, racismo e prevenção ao assédio a partir de oficinas e rodas de conversa dentro e na comunidade do entorno do Campus Arandu.
O projeto realizou atividades formativas de educação popular feminista e rodas de conversa no canteiro de obras, envolvendo não apenas as mulheres, mas também os homens da construção civil. Além disso, também elaborou e divulgou um folheto com informações sobre a rede de proteção às vítimas de violência na cidade.
A adaptação da metodologia foi um marco ao longo do projeto. “No começo a gente estava projetando trabalhar só com as mulheres, ao longo do projeto a gente descobriu que é necessário interpelar os homens nessa luta”, explica a bolsista do curso de Antropologia, Camila López.
Já o bolsista Lito Ribeiro relata que o interesse das equipes pelas atividades desenvolvidas pelo projeto surpreendeu. “As pessoas que trabalham na construção do Campus Arandu demonstraram estar abertas para as questões de enfrentamento à violência de gênero e a partir desse espaço elas puderam dimensionar que se trata de problema social que afeta a todos”, pontua.
A conexão com os trabalhadores do canteiro de obras do Campus Arandu é essencial para a efetividade das ações extensionistas vinculadas ao programa de extensão promovido pela UNILA, através da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). “Com pessoas da comunidade acadêmica e da comunidade no entorno participando da construção do campus, a gente consegue ter um alinhamento melhor para o uso dessa infraestrutura depois que tudo estiver pronto”, explica Ana Laura Lobato, especialista em Gênero, Diversidade e Inclusão (GDI) do UNOPS.


