Extensionistas promovem oficina de sabão com reaproveitamento de óleo

Trabalhadores do canteiro de obras do Campus Arandu contribuíram com a oficina doando óleo de cozinha. Objetivo é aproximar a comunidade da universidade e do novo campus. No último sábado (21), projetos de extensão vinculados à retomada das obras do novo Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) promoveram uma oficina de educação ambiental com produção de sabão a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha. A atividade foi realizada na Horta Comunitária do bairro Cidade Nova, em parceria do Banco de Alimentos de Foz do Iguaçu, e reuniu moradores da região em uma manhã de troca de saberes sobre geração de renda, autonomia econômica das mulheres e práticas sustentáveis. Organizada pelos projetos “Kunã Arandu: Rede de Escuta, Diálogo e Saberes” e “Desenvolvimento do Potencial Empreendedor Local”, a ação integra o programa de extensão vinculado ao Campus Arandu, uma parceria entre a UNILA, através da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), que busca fortalecer a relação entre a universidade e a sociedade por meio de ações que dialogam com a obra. A primeira parte da atividade contou com uma roda de conversa sobre feminismos e interseccionalidades, mediada pela estudante Camila López. O espaço foi dedicado ao debate sobre enfrentamento à violência contra as mulheres e à divulgação de informações sobre a rede de apoio existente no município, promovendo diálogo e escuta entre as participantes. “Nosso objetivo nesse espaço é sair do âmbito acadêmico e levar esses diálogos para fora da universidade, além de atingir a comunidade, democratizar conhecimentos e, sobretudo, resgatar resistências que são praticadas no dia a dia das pessoas”, contou Camila López, estudante de Antropologia da UNILA e bolsista de extensão. Durante a roda de conversa, as participantes debateram a importância do empoderamento. “Nós mulheres nascemos para ganhar o mundo, mas para isso nós temos que estar umas com as outras e juntas somos mais fortes. Continuamos nessa luta pelo empoderamento feminino, atrás de oportunidade para as mulheres”, relatou Lau Duarte, presidente do Clube de Mães do Grande Lago, e participante da oficina. Em seguida, o grupo foi dividido em duas atividades práticas: a oficina de sabão e outra de precificação de produtos. Parte dos óleos usados na oficina de reaproveitamento foram doações do canteiro de obras do Campus Arandu. A proposta buscou conectar a obra com a comunidade do entorno, além de incentivar práticas simples e acessíveis que podem ser incorporadas ao cotidiano, contribuindo tanto para a preservação ambiental quanto para a economia doméstica. “Essa atividade tem como objetivo reduzir o impacto do descarte incorreto do óleo na região e, de alguma forma, gerar um produto que essas pessoas possam usar para fazer limpezas, para compartilhar com a comunidade ou até mesmo gerar uma renda”, explicou Lito Ribeiro, extensionista e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação da UNILA, que liderou a oficina de sabão. Os bolsistas da UNILA Nadia Villanueva, estudante de Engenharia Química, e Macson Leal, estudante de Engenharia de Energia, ainda apresentaram noções básicas de precificação de produtos, destacando a possibilidade de usar o reaproveitamento de óleo de cozinha como estratégia de comercialização e fortalecimento da autonomia econômica, especialmente entre mulheres. Na dinâmica, o grupo aprendeu a calcular o preço de venda do sabão, considerando custos diretos (como matéria-prima e embalagens) e custos indiretos (como energia, transporte e mão de obra), além de margem de lucro. “Essa oficina vem justamente para ajudar as pessoas que vieram, a entender como precificar o produto, para poderem ter um lucro e ter uma renda extra, uma renda que possa ser adequada na vida deles também”, explicou Macson. A união entre o aprendizado técnico e a sustentabilidade foi celebrada por quem participou da oficina. “Aprendi precisamente isso, como fazer esses sabões e como poder utilizá-los no uso diário para limpeza, fazer um ciclo completo de reutilização e usar isso para gerar renda”, concluiu Jennifer Andrea Rodriguez Henao, estudante da UNILA e voluntária da Horta Comunitária.
Projetos de extensão do Campus Arandu convidam comunidade para oficina de sabão com reaproveitamento de óleo de cozinha

Encontro acontece no próximo sábado (21), às 9h, na Horta Comunitária do bairro Cidade Nova Neste sábado, dia 21, os projetos de extensão “Kunã Arandu: Rede de Escuta, Diálogo e Saberes” e “Desenvolvimento do Potencial Empreendedor Local” realizarão uma oficina de educação ambiental com produção de sabão a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha. Além disso, serão debatidos temas relacionados à geração de renda e autonomia econômica das mulheres. A atividade acontece às 9h da manhã, em parceria com a Horta Comunitária do Cidade Nova e o Banco de Alimentos do município de Foz do Iguaçu, na Av Andradina, 3400, no bairro Cidade Nova. A colaboração tem como objetivo aproximar a universidade da comunidade. A oficina é gratuita e aberta ao público. Ao todo, são 20 vagas disponíveis. As inscrições podem ser realizadas por meio do link: https://forms.gle/XnnGbPUycjiZ72mJ6 Os dois projetos de extensão estão integrados à retomada das obras do novo Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). A iniciativa, construída pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), através da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), em parceria com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), tem como objetivo fortalecer a relação entre a universidade e a sociedade por meio de ações que dialogam diretamente com a execução da obra. Fazem parte do projeto “Kunã Arandu: Rede de Escuta, Diálogo e Saberes”, a professora Dra. Cleusa Gomes, e os discentes Lito Ribeiro e Camila Lopez. Já o projeto “Desenvolvimento do Potencial Empreendedor Local” tem coordenação da professora Dra. Kátya Freitas e participação dos alunos Nadia Villanueva e Macson Leal. Sobre as oficinas A oficina de sabão será ministrada por Lito Ribeiro, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação da UNILA, pesquisador do Observatório de Gênero e Diversidade da América Latina e Caribe e artesão. Durante a atividade, serão abordados os impactos do descarte incorreto de resíduos, além de formas de armazenamento e reutilização do óleo na fabricação de sabão para limpeza. A roda de conversa sobre feminismos e interseccionalidades será conduzida por Camila López, estudante de Antropologia, bolsista e pesquisadora do Observatório de Gênero na América Latina e Caribe. O momento será dedicado a discutir práticas de resistência da população no enfrentamento à violência contra as mulheres, além de ampliar informações sobre a rede de prevenção à violência de gênero em Foz do Iguaçu. Os bolsistas Nadia Villanueva e Macson Leal do projeto “Desenvolvimento do Potencial Empreendedor Local” abordarão a importância da precificação de produtos como estratégia para comercialização e geração de renda na comunidade, sob coordenação da professora Dra. Kátya Freitas.
Último projeto de Oscar Niemeyer, novo campus da UNILA será patrimônio arquitetônico de Foz do Iguaçu

Neste dia 10 de junho, a cidade de Foz do Iguaçu completa 110 anos. Internacionalmente conhecida pelo Parque Nacional do Iguaçu, pelas Cataratas e pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, é destino de milhões de turistas todos os anos e recebeu em 2024 o reconhecimento como o quinto mais procurado da América do Sul. A cidade, que faz fronteira com Argentina e Paraguai, também terá, em breve, um novo patrimônio arquitetônico: o Campus Arandu, projeto de Oscar Niemeyer. Considerado uma obra-monumento, a construção do Arandu é um dos cinco projetos prioritários para o MEC, junto com a reforma do Museu Nacional e outras três grandes construções. A sua construção representa um marco histórico e tem grande importância para a cidade, já que este foi o último projeto feito pelo arquiteto ícone do modernismo brasileiro. Foto: UNILA/Divulgação A professora do curso de arquitetura e urbanismo da UNILA Andreia Moassab explica que “hoje, ainda não há outro nome tão significativo como o de Niemeyer para fazer um projeto de construção para uma universidade tão singular quanto a UNILA, uma universidade que olha para toda a América Latina”. Ela ainda completa que o projeto precisava ser feito por um nome que fizesse sentido para todos os países da região, e que “sem dúvida nenhuma, a escolha do Niemeyer é pertinente”. Moassab também explica que o arquiteto se tornou expoente da arquitetura moderna internacional por sua capacidade de extrair a riqueza das possibilidades plásticas do concreto armado, e por desafiar parceiros e engenheiros a realizarem cálculos ousados para a execução de seus projetos, o que nenhum arquiteto havia feito até então. O projeto do campus da UNILA foi entregue por Oscar Niemeyer ao Presidente Lula em 2008. O arquiteto desenvolveu um plano arquitetônico que contempla seis prédios, sendo eles o edifício para a reitoria e professores, a biblioteca, o anfiteatro, dois grandes prédios para alunos e professores (um para salas de aula e outro para os laboratórios de pesquisa) e o restaurante universitário. Trata-se, como disse o próprio Niemeyer, de um “presente ao Brasil e à América Latina”. “Oscar Niemeyer compartilhava do mesmo sonho que originou a UNILA, o sonho da integração latino-americana, da convivência solidária e democrática da América Latina e do Caribe. A UNILA foi criada para ser o lugar desse sonho compartilhado por tantas gerações e que teve tantos expoentes em nossa região, como o próprio Niemeyer”, explicou a reitora da UNILA, Diana Araújo Pereira. A reitora também destacou que para a universidade, a qual possui uma missão tão singular, “é uma honra ter um campus que leva a assinatura de Oscar Niemeyer, um arquiteto que fez história no século XX, e que foi um grande entusiasta da integração, da cooperação e do fortalecimento regional. Ter um campus, que é o último projeto realizado em vida pelo arquiteto e é também um patrimônio artístico, demonstra a importância dada à UNILA e à cidade de Foz do Iguaçu”. Para além da sua importância enquanto monumento arquitetônico, a conclusão do campus trará um impacto significativo para a comunidade acadêmica. Com infraestrutura moderna e adequada, que passará, inclusive, por adaptações para garantir maior inclusão e diversidade, a universidade poderá expandir suas atividades de ensino e pesquisa, oferecendo melhores condições para alunos e professores e atraindo novos talentos acadêmicos. Neste sentido, Diana Araújo também destaca que a execução da obra de Oscar Niemeyer trará uma inestimável oportunidade de formação para a comunidade universitária. “Temos cursos que poderão envolver estudantes e professores para aproveitar o processo de construção desta obra, que é tão emblemática, como parte da sua trajetória formativa”. Ao final de 2023, a universidade tinha mais de 5 mil estudantes contando os cursos de graduação e de pós-graduação. Destes, aproximadamente 39% são alunos internacionais de 32 países da região, com o Haiti, Paraguai e Colômbia sendo os países com maior representatividade. Além dos benefícios educacionais, a retomada da obra pode ampliar as possibilidades turísticas e impulsionar o setor em Foz do Iguaçu. Após a conclusão do campus Arandu, a cidade também oferecerá uma nova possibilidade de turismo, tanto para o público em geral quanto para aqueles que buscam especificamente conhecer grandes obras arquitetônicas da humanidade. André Alliana, secretário municipal de turismo e de projetos estratégicos de Foz do Iguaçu, explicou que “uma obra de Niemeyer reforça a estratégia da cidade de apresentar cada vez mais atrativos, fazendo com que o turista venha cada vez mais, queira retornar, e também permaneça mais tempo na cidade”. Ele também ressalta que a região onde será construído o novo campus conta com outros pontos turísticos, como a Usina de Itaipu e o Templo Budista, e isso traz vantagens para a região, beneficiando o desenvolvimento econômico do entorno, inclusive em outras áreas. Retomada da obra As obras do novo campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), chamado Campus Arandu, foram retomadas após um acordo de cooperação entre o UNOPS, organismo da ONU especializado em infraestrutura, a Itaipu Binacional, responsável pela destinação de recursos financeiros, e a Universidade. O MEC também participa da iniciativa, como instituição interveniente. O UNOPS é responsável pela implementação da fase 1 das obras, que contempla a finalização do Edifício Central, do Restaurante Universitário e do Bloco de Salas de Aula. Estão previstas entregas escalonadas nos próximos 3 anos. A etapa de realização de diagnóstico construtivo das obras já iniciadas, para verificação do seu estado atual e da necessidade de atualização de projetos, já foi concluída. O UNOPS também está revisando e atualizando os projetos executivos de engenharia e arquitetura. No final do ano está prevista a licitação para contratação da empresa que ficará responsável pela construção e finalização das obras da fase 1.
