Oficina de recepção aos calouros do curso de Arquitetura e Urbanismo aproxima estudantes do Campus Arandu

Atividade foi realizada por bolsistas de extensão durante e incentiva a participação estudantil na forma de pensar o novo campus

Em um primeiro momento, os estudantes puderam entender mais sobre o projeto de extensão a partir de uma apresentação expositiva feita pelo bolsista Rafael e pela prof. Celina. Foto: Nathaly Nunes/UNOPS.

Na tarde da última terça-feira, 17 de março, estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNILA participaram de uma oficina voltada à apresentação do projeto de modelação arquitetônica e paisagística do Campus Arandu. A oficina integra as ações de extensão desenvolvidas no contexto da retomada das obras do Campus Arandu.

A atividade foi supervisionada pela professora e vice-coordenadora do curso, Prof. Dra. Celina Verissimo, e conduzida pelo bolsista Rafael Cavalheiro, e busca ampliar o conhecimento da comunidade acadêmica sobre o projeto, além de incentivar o senso crítico sobre como os espaços serão percebidos e utilizados.

Participação estudantil e construção coletiva

A programação foi dividida em dois momentos. Primeiro, os participantes acompanharam uma apresentação sobre o projeto, seus objetivos e etapas. Em seguida, foram convidados a interagir com uma maquete colaborativa do campus, utilizando diferentes materiais para registrar ideias, sugestões e formas de ocupação dos espaços.

A oficina foi parte da iniciativa de recepção para os calouros do curso. Foto: Nathaly Nunes/UNOPS.

Para a professora Celina Verissimo, a atividade ajuda a aproximar os estudantes do projeto e fortalecer o envolvimento com o campus. “A oficina foi pensada para comunicar, disseminar e envolver a comunidade do curso, além de entender como os estudantes imaginam a utilização do Campus Arandu para além do espaço construído”, explica.

Mesmo sem a possibilidade de alterar o projeto arquitetônico elaborado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em decorrência do selo de obra-monumento, a maquete funciona como uma ferramenta de escuta. Nela, os estudantes podem expressar como imaginam o uso dos ambientes, contribuindo para a construção coletiva do significado do Campus Arandu. “O projeto da maquete nasceu para representar de uma forma mais artística aquilo que nós pretendemos ter para a UNILA”, afirma o bolsista Rafael Cavalheiro. “Nós pretendemos que as pessoas imaginem uma UNILA maior, mais possível e mais diversa.”

Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta. “É uma maquete que se faz com muitas mãos. As pessoas podem vir, colaborar e dar opiniões sobre o campus”, completa.

Acadêmicos interagindo com a maquete colaborativa do Campus Arandu. Foto: Nathaly Nunes/UNOPS.

A percepção dos participantes sobre a iniciativa reforça esse processo. “Os pontos de vista dos estudantes são importantes e nós, como o futuro da universidade, temos que ter uma voz para a construção do novo campus”, diz o acadêmico de arquitetura Jeffery Fiagbe.

Além da proposta desenvolvida com a maquete, outros produtos estão em desenvolvimento como parte das atividades do projeto de extensão, a exemplo de instalações sensoriais e um banco de imagens construído a partir do modelo 3D do campus, com foco em representações mais inclusivas. O projeto também prevê uma exposição com diferentes linguagens artísticas, como pintura, crochê e colagem, reunindo produções da região trinacional.

Inclusão, território e os próximos passos do projeto

A oficina também trouxe para o debate temas como acessibilidade, parentalidade, diversidade e representatividade, além de considerar o território de ancestralidade guarani onde o campus está inserido. Esses elementos dialogam com a missão da UNILA e com a atuação do UNOPS, que, além de apoiar a execução da obra, também incentiva iniciativas com impacto social.

Os alunos de arquitetura deixaram sua marca na maquete colaborativa que representa o projeto de Oscar Niemeyer. Foto: Nathaly Nunes/UNOPS.

A estudante de história e bolsista de extensão do projeto “Oscar e a UNILA”, Kau Moreira, destaca a importância desse processo de escuta. “É esse o momento de ouvir e entender o que as pessoas esperam do Campus Arandu. Projetos como esse colocam no imaginário que quem movimenta o espaço somos nós”.

O projeto de extensão

O projeto “modelagem arquitetônica e paisagística do Campus Arandu” é uma iniciativa desenvolvida por estudantes da UNILA que propõe ampliar as formas de representar e compreender o campus. A proposta combina modelagem digital, inteligência artificial e experiências sensoriais para criar novas formas de interação com a arquitetura. Organizado em três frentes, maquete virtual, maquete tátil acessível e instalações multimídia, o projeto busca democratizar o acesso ao espaço arquitetônico e incorporar perspectivas mais diversas, conectadas às realidades latino-americanas e ao território de ancestralidade guarani onde o campus está inserido.

Os projetos de extensão desenvolvidos no Campus Arandu são fruto de uma parceria entre a UNILA, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), com financiamento da Itaipu Binacional no âmbito do acordo de cooperação internacional para a retomada das obras do novo campus.

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