Conclusão da concretagem do prédio de salas de aula marca avanço das obras do novo Campus Arandu

Conclusão acontece nove meses após o início da obra. Cerca de 12 mil metros cúbicos de concreto foram utilizados As obras do novo Campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), avançaram nesta última quarta-feira, dia 13, com a finalização da concretagem da estrutura do prédio de salas de aula, maior edificação dentre as três que estão sendo construídas atualmente, com cerca de 46 mil m². O marco foi alcançado apenas nove meses após o início das obras e envolveu aproximadamente 250 trabalhadores. Foram utilizados cerca de 12 mil metros cúbicos de concreto, o suficiente para encher mais de 1.500 caminhões betoneira. Após mais de dez anos parada, a retomada das obras do Campus Arandu foi viabilizada pela assinatura de um acordo de cooperação internacional entre o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo das Nações Unidas especializado em infraestrutura, e a Itaipu Binacional, que viabilizou os recursos financeiros necessários para a execução do projeto. “Esse marco é resultado de muito planejamento e da parceria entre todas as organizações e o consórcio de empresas que executa a obra. A conclusão da infraestrutura, a instalação da pele de vidro, a construção da passarela e do sistema viário, em apenas nove meses, mostram o sucesso da retomada”, explicou a assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Gisele Ricobom. A concretagem é uma das principais etapas da construção civil, responsável pela formação da estrutura que dá sustentação à edificação. Com a conclusão desta fase, os trabalhos seguem para novas etapas construtivas, o que inclui serviços complementares de infraestrutura, instalações e acabamentos. Atualmente, a obra já atingiu a marca de 41% de avanço desde o início das atividades de retomada. “Concluir a etapa de concretagem desse edifício é um resultado muito significativo para a equipe. Importante destacar que nós estamos executando essa atividade à frente do cronograma planejado e o ritmo de trabalho continuará forte para garantirmos que o Campus Arandu seja concluído conforme o previsto”, explicou o gerente de projetos do UNOPS, Rafael Esposel. Projetado por Oscar Niemeyer, o Campus Arandu tem capacidade para quase 10 mil pessoas, entre servidores e alunos, e representa um investimento estratégico do Governo Federal para o fortalecimento da educação pública. Além disso, o crescimento da universidade beneficia não só a comunidade universitária, como também impulsiona o desenvolvimento regional, e reforça o papel da universidade como agente de transformação social. “Alcançar este marco significa que a gente já tem toda a estrutura do nosso grande bloco de salas de aula, onde poderemos acolher todos os cursos da universidade e poderemos, inclusive, expandir e crescer, porque agora sim teremos muito espaço. É uma alegria muito grande poder trazer essa notícia para a nossa comunidade”, concluiu a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira.

Bombeiros da Itaipu realizam visita técnica nas obras do Campus Arandu

Profissionais brasileiros e paraguaios realizaram o reconhecimento da área para garantir apoio preventivo e a segurança na construção do novo campus Na última terça-feira (28), o canteiro de obras do Campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), deu início a uma série de visitas técnicas  realizadas pelo Corpo de Bombeiros da Itaipu Binacional. Este foi o primeiro de quatro grupos previstos para realizar a visita, totalizando 40 profissionais.  O objetivo principal da ação foi a troca de informações com as equipes especializadas de segurança que atuam no canteiro de obras, além do reconhecimento detalhado da área para garantir que as equipes estejam preparadas para prestar apoio e socorro em caso de qualquer eventualidade. Os bombeiros também puderam verificar as condições de segurança da obra junto ao UNOPS e ao consórcio executor e fiscalizador.  A gestão do projeto de retomada das obras do Campus Arandu é feita pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo da ONU especializado em infraestrutura, já a execução da obra fica à cargo do Consórcio MPD & Ankara UNILA, e a fiscalização é de responsabilidade do Consórcio Nerkpe. Márcio Rodrigo Marquetto, coordenador do Corpo de Bombeiros da Itaipu Binacional do lado brasileiro, destacou o rigor das operações no canteiro. “Ficamos impressionados com o volume de obras, de trabalhadores e com os padrões que são empregados aqui”, afirmou. Ele também elogiou a sinergia entre as entidades envolvidas no projeto. “A integração entre o UNOPS, as construtoras e as fiscalizadoras nos demonstra que realmente o padrão aqui é internacional”, destaca. A percepção de excelência também foi compartilhada pelos profissionais paraguaios. María Asunción Escobar, bombeira da Itaipu, reforçou a tranquilidade gerada pela inspeção. “Verificamos e pudemos constatar que no local se trabalha realmente de uma maneira bastante segura, o que também nos dá segurança como bombeiros”, relata. “Estamos muito contentes em ver que as coisas estão sendo bem feitas”, finaliza. Para Eduardo Alexandre Lima, especialista de saúde, segurança, social e ambiental (HSSE) do UNOPS no projeto, visitas técnicas como a dos bombeiros permitem elevar ainda mais o nível de proteção e cuidado com os trabalhadores e trabalhadoras do canteiro. “Valorizamos muito a troca de experiência com parceiros como a Itaipu, pois sempre há algo a mais que se pode implementar para manter uma cultura de segurança. Além disso, estando cada vez mais próximos e entendendo como cada um atua, podemos agir de forma rápida e eficiente no caso de alguma ocorrência, e sabemos que o tempo é fundamental para salvar vidas“, explicou. Como financiadora do projeto, a Itaipu acompanha a aplicação dos recursos e os avanços da obra, que tem previsão de conclusão para 2027. A inspeção técnica do Corpo de Bombeiros integra esse processo de acompanhamento das operações e de segurança no canteiro.

Diretriz de “plástico zero” é implementada no canteiro de obras do Campus Arandu

Medida prevê a substituição de materiais plásticos de uso único por utensílios reutilizáveis Desde o início da retomada das obras do novo Campus Arandu, o consórcio MPD Ankara UNILA, em parceria com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), vêm implementando uma política de eliminação de uso de plásticos únicos no canteiro de obras. Através principalmente da substituição de copos descartáveis por kits de utensílios reutilizáveis entregues aos trabalhadores, a medida mantém o foco na redução do impacto ambiental e na promoção de condutas sustentáveis durante todas as etapas da construção. A implementação da política de “plástico zero” surgiu como uma alternativa para resolver um problema crítico de logística e descarte no canteiro. Segundo Lilian Martins Sobral, técnica ambiental do Consórcio MPD e Ankara UNILA, a geração de resíduos plásticos era volumosa e os itens acabavam espalhados pela área de trabalho. “Isso foi um ganho muito grande para o meio ambiente, pois aqui em Foz do Iguaçu a associação de recicladores não tem interesse no copo plástico, ou seja, tudo ia para o aterro”, destaca.  Para viabilizar a proibição, a equipe do consórcio, com o incentivo do UNOPS, entregou bolsas, garrafas e canecas reutilizáveis para cada colaborador. Com a bolsa, os trabalhadores conseguem carregar recipientes por todo o canteiro de obra, o que elimina a dependência de bebedouros com copos descartáveis.  “A gestão de resíduos é um pilar estratégico e parte essencial da forma como construímos. Quando os projetos lideram iniciativas como essa, do ‘plástico zero’, eles se tornam o ponto de partida de uma cultura que se expande. O desafio está na mudança de comportamento, mas o resultado é muito maior: apoiamos na formação de pessoas que passam a ser agentes de transformação, dentro e fora do canteiro”, explica Caroline Abreu, gerente de qualidade, inovação, tecnologia e meio ambiente da MPD Engenharia, empresa líder do consórcio construtor do Campus Arandu. A adesão ao novo modelo de consumo também passa por conscientização e monitoramento das equipes responsáveis do consórcio e do UNOPS. Os trabalhadores passam por treinamentos contínuos para entenderem seu papel como agentes multiplicadores da política ambiental, e a expectativa é que a conscientização acompanhe os colaboradores mesmo após a conclusão das obras. “Quando todo mundo se compromete, você vê o resultado. Já não vemos mais  plásticos descartáveis no canteiro e a expectativa é que a conscientização ambiental acompanhe os colaboradores mesmo após a conclusão das obras”, reforça Nicholas Brito, especialista de saúde, segurança, social e ambiental (HSSE) do UNOPS no projeto.   O controle ambiental no canteiro de obras do Campus Arandu ainda inclui outras frentes de atuação como: reciclagem de materiais com o apoio de cooperativas locais, captação de água da chuva para atividades no canteiro e gestão de resíduos. Além de ser uma diretriz em projetos do UNOPS, a política de “plástico zero” está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como o de cidades sustentáveis e o de combate às mudanças climáticas. A gestão também segue normas rigorosas, como a ISO 14001 (Gestão Ambiental) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Edifício central do Campus Arandu ultrapassa cota máxima da barragem de Itaipu

Medida em cotas utilizada pela Itaipu Binacional define a altura em relação ao nível do mar e é utilizada em projetos de engenharia  O prédio central do novo Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) atingiu 245 metros de altitude em relação ao nível do mar na sua 16ª laje e chegará a 263 metros após a conclusão dos 18 andares previstos no projeto de Oscar Niemeyer. Para se ter uma ideia comparativa, a altitude já é maior que a da barragem principal da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que tem 225 metros de altitude. O novo campus está localizado em um terreno próximo à Usina, em uma área mais elevada e acima do nível do reservatório da barragem. A distância entre os dois pontos é de aproximadamente 3,5 km. Segundo a diretoria técnica da Itaipu, a utilização de cotas sobre o nível do mar é um parâmetro fundamental na engenharia da usina, e o nível médio do mar é adotado internacionalmente como um referencial altimétrico estável, o que garante uniformidade e confiabilidade nas medições realizadas em grandes obras de engenharia.Essa padronização é especialmente importante por se tratar de uma usina binacional operada por Brasil e Paraguai, envolvendo equipes técnicas, normas e sistemas de ambos os países. O uso de um mesmo referencial evita inconsistências e possibilita a correta integração dos projetos, medições e estudos técnicos. “Quando utilizamos o mesmo referencial altimétrico adotado em uma das maiores obras de engenharia do mundo, evidenciamos não apenas a dimensão técnica do edifício, mas a magnitude do propósito fundamental da Unila, que é a integração latino-americana”, destacou a assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Gisele Ricobom. O uso desse referencial também facilita o monitoramento ambiental e hidrológico, permitindo a compatibilidade com mapas topográficos oficiais, dados de cheias, estudos de impacto ambiental e sistemas de georreferenciamento. Dessa forma, as cotas relativas ao nível do mar asseguram padronização, segurança, precisão operacional e integração técnica em todas as atividades relacionadas à Usina de Itaipu. Para Ivan Dario, prefeito da UNILA, embora seja um dado técnico, a leitura em cotas altimétricas também ajuda a comunicar sobre a dimensão do novo Campus. “A tradução destes parâmetros de engenharia em referências compreensíveis ajuda a entender como o Campus Arandu se insere na paisagem e sua importância para o desenvolvimento da região”. Do ponto de vista arquitetônico, Oscar Niemeyer pensou a estrutura do edifício central como um ponto com uma vista privilegiada da Usina de Itaipu e da cidade. A proposta original previa 23 andares, mas por questões técnicas e de segurança precisou ser reduzida para 18 andares, mas ainda mantendo seu papel estratégico como um ponto de referência do projeto do arquiteto. Na imagem abaixo é possível observar um comparativo entre a altura em relação ao nível do mar (cota) da barragem de Itaipu e do novo prédio do Campus Arandu.

UNOPS realiza primeiro “Rali Regras de Ouro” no canteiro de obras do Campus Arandu

Iniciativa buscou reforçar normas e boas práticas de segurança do trabalho que são aplicadas no dia a dia do canteiro O canteiro de obras do Campus Arandu sediou, no dia 12 de novembro, uma atividade inédita desenvolvida pela equipe de Saúde, Segurança, Social e Ambiental (HSSE) do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) para a América Latina e o Caribe. O primeiro “Rali Regras de Ouro” reuniu trabalhadores e trabalhadoras de todas as áreas do projeto para uma dinâmica voltada ao reforço das normas de segurança do trabalho dentro da obra.  O “rali” desenvolvido pelo UNOPS reuniu cinco equipes, compostas por integrantes das empresas construtora, fiscalizadora e terceirizadas do canteiro de obras. Todos os grupos precisaram passar por cinco bases, com uma atividade relacionada a um tema específico de segurança como trabalho em cada, como trabalho em altura, fontes de energia, segurança viária, elevação de cargas e espaços confinados.  Ao chegar em cada base, os participantes identificavam riscos, apontavam soluções e demonstravam, na prática, a adoção de comportamentos seguros. A proposta foi transformar o processo de aprendizagem em algo dinâmico e colaborativo, aproximando ainda mais as equipes dos padrões internacionais de HSSE adotados pelo UNOPS. A iniciativa também marcou a passagem do chefe global de HSSE do UNOPS, Itai Mukuvari, do coordenador regional em HSSE do UNOPS para a América Latina e o Caribe, Ricardo Ahumada, e do chefe de Programa do UNOPS no Brasil, Nuno Paulo, que estiveram em Foz do Iguaçu para conhecer de perto o avanço dos trabalhos conduzidos pelo UNOPS em parceria com a UNILA e Itaipu Binacional. “O foco desta atividade é que cada colaborador não apenas memorize as regras de ouro de segurança do UNOPS, mas também trabalhe com elas na prática no dia a dia. A segurança precisa ser vista e praticada por todas as pessoas, todos os dias, e este rali é uma ferramenta poderosa para alcançarmos esse objetivo”, destacou Ricardo Ahumada.  Para Alejandro Colmenarez, engenheiro do consórcio fiscalizador Nerkpe, participar do rali foi importante para reforçar a mensagem de segurança entre os trabalhadores e trabalhadoras da obra, e também criar um senso de responsabilidade compartilhada. “Para passar de uma base até a outra, precisávamos estar de braços dados, sempre lembrando de não deixar ninguém para trás. Isso nos mostra que saber as regras e os cuidados necessários no trabalho não é importante apenas para a nossa segurança, mas também para proteger os nossos colegas.” Com o sucesso da edição piloto do rali no canteiro de obras do Campus Arandu, a iniciativa se estabeleceu como um modelo de referência e uma ferramenta inovadora de sensibilização e capacitação das equipes, reforçando que a segurança é uma prioridade. “A saúde e a segurança ocupacional são fundamentais para garantir a vida e o bem-estar de todos os colaboradores e colaboradoras. Por isso, é muito importante colocar cada uma dessas práticas diariamente para que todos permaneçam em segurança”, reforçou Itai Mukuvari. Em breve, o rali deve ser levado a outros projetos e países na região da América Latina e do Caribe.

Realidade virtual reforça a segurança nas obras do Campus Arandu

Tecnologia foi incorporada no treinamento das pessoas que trabalham na obra e faz parte das atividades para alcance da meta de Zero Acidentes do UNOPS A tecnologia tem se tornado uma aliada para garantir a segurança e o bem-estar das pessoas que trabalham nas obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Semanalmente, são realizados treinamentos com o uso de realidade virtual sobre temas como primeiros socorros, percepção de riscos e brigada de incêndio, como parte das atividades de saúde, segurança, meio ambiente e social (na sigla em inglês, HSSE) do UNOPS, escritório da ONU especializado em infraestrutura. Mais de 100 trabalhadores e trabalhadoras já passaram pelo treinamento nas obras do novo campus. Há pouco mais de um ano, o UNOPS iniciou a implementação do uso da realidade virtual para treinar equipes em situações críticas de forma segura e controlada, permitindo que os trabalhadores vivenciem cenários realistas de emergência sem se expor a riscos reais. Neste contexto, a América Latina e o Caribe têm sido pioneira na implementação da parceria com a Ludus Global, empresa especializada em formações imersivas em segurança, saúde e meio ambiente. Para o especialista regional do UNOPS em HSSE para a América Latina e o Caribe, Ricardo Ahumada, essa imersão contribui para melhorar a percepção dos perigos no ambiente de trabalho e reduzir o estresse diante de situações de emergência. “Em um canteiro de obras, fortalecer a preparação para a tomada de decisão no dia a dia é fundamental. Uma decisão acertada em apenas alguns segundos pode ser definitiva para salvar vidas, e a tecnologia tem sido uma excelente aliada para preparar trabalhadores e trabalhadoras frente a essas situações”, destacou. Além de simulações voltadas à prevenção e resposta a emergências, a tecnologia também é utilizada nos treinamentos para combate a incêndios, evacuação e percepção de riscos. As dinâmicas permitem que os participantes pratiquem ações de mitigação e protocolos de segurança, que depois são discutidos e aperfeiçoados durante as integrações e capacitações de HSSE. Todos os anos, aproximadamente 2.6 milhões de mortes relacionadas a acidentes no trabalho ocorrem em todo o mundo. Para evitar ocorrências, o UNOPS trabalha com a perspectiva de segurança de Zero Acidentes, uma campanha que busca garantir que as pessoas não adoeçam ou sofram lesões como resultado do desempenho de suas funções. “Trazer esta tecnologia para o canteiro do Campus Arandu é muito importante e está alinhado ao compromisso do UNOPS de alcançar a meta de Zero Acidentes durante todo o período de conclusão das obras. Com essa iniciativa, o projeto incorpora inovação e tecnologia como pilares da segurança no trabalho para uma obra mais segura, eficiente e sustentável”, concluiu o gerente do projeto no UNOPS Rafael Esposel.

Arquiteto da equipe de Niemeyer acompanha avanços da retomada das obras do Campus Arandu da UNILA

Jair Valera, que trabalhou na concepção do projeto original em 2008, esteve em Foz do Iguaçu e visitou o canteiro para acompanhar avanços do projeto O arquiteto Jair Valera, projetista que trabalhou na equipe do arquiteto Oscar Niemeyer, esteve em Foz do Iguaçu nesta sexta-feira, dia 25, e visitou o canteiro de obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) para acompanhar o andamento da retomada das obras. Desde o início do projeto, ele atua junto ao UNOPS, agência da ONU especializada em infraestrutura, para revisar normas técnicas e adaptar os projetos executivos do campus conforme demandas feitas pela comunidade acadêmica. “Eu fiquei impressionado com o avanço do canteiro de obras. Vim aqui há um tempo atrás, quando ainda não tinha nada, e agora a visão é outra. O prédio da sala de aulas está avançando muito rápido, com concretagem e protensão. Estou muito otimista que tudo vai ocorrer muito bem e dentro do previsto”, disse Jair. Durante a visita no canteiro, Valera foi recebido pela equipe técnica do UNOPS, que apresentaram o mock up da pele de vidro do restaurante universitário, o mesmo vidro que fará o revestimento dos demais prédios conforme o projeto original. O material foi pensado para garantir um bom aproveitamento de luz natural e diminuir a necessidade de iluminação artificial durante o dia, além de um isolamento termoacústico, que reduz calor e ruído externo. “Receber o Jair para acompanhar os avanços na obra, e apresentar o vidro para que ele possa avaliar, é muito importante. Essa é a materialização de uma ideia concebida por ele e por Niemeyer há mais de 10 anos, e queremos garantir que a execução seja adequada ao que eles sonharam em ver pronto um dia”, destacou o gerente de projetos do UNOPS Rafael Esposel. Em seguida, o arquiteto foi apresentado à equipe do consórcio MPD & Ankara UNILA, responsável pela execução da obra, que apresentou ao arquiteto a inclusão dos projetos em um programa de realidade virtual, o que permite identificar, de forma rápida e eficiente, possíveis ajustes de compatibilização de projetos. Uma obra monumento Por ser considerada uma obra monumento, as atualizações de projeto não podem alterar a ideia original elaborada por Oscar Niemeyer. É por isso que Valera, por ter trabalhado com o arquiteto em uma série de projetos desde a década de 70, incluindo o projeto original do campus da UNILA em 2008, atua para garantir que a infraestrutura seja acessível e adequada para a comunidade acadêmica, ao mesmo tempo em que preserva o selo de Niemeyer. Para Gisele Ricobom, assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, isso trará um impacto significativo não apenas para a educação, mas também para o turismo na cidade. “Este é um dos últimos projetos feitos pelo Niemeyer e possui um significado imenso para a educação da América Latina, além de potencial para ampliar o turismo em toda região da tríplice fronteira”.

Obras do Campus Arandu da UNILA avançam com início de concretagem do bloco de salas de aula

Obra no primeiro pavimento das salas de aula começou nesta sexta (12) A Itaipu acompanhou o início da concretagem das salas de aula do novo campus da Unila, em Foz do Iguaçu, nesta sexta-feira (12). A obra, custeada pela Binacional, é o último projeto do arquiteto Oscar Niemeyer e está sendo finalizada por meio de uma parceria com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops/ONU). Segundo Gisele Ricobom, assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, e responsável pelo convênio, essa concretagem representa a realização de um compromisso do Governo do Brasil e da Itaipu com a educação. “Depois de mais de 10 anos de uma obra paralisada por motivos variados, de dois anos estudando possibilidades para essa retomada, hoje chegou o dia da concretagem de um edifício que é um símbolo: a sala de aula dos futuros estudantes da Unila. É um marco porque é o sonho virando realidade em forma de concreto”, declarou. De acordo com Adriano Rodrigues Garcia, gerente técnico da obra, a concretagem da laje do primeiro pavimento do bloco de salas de aula é uma etapa fundamental para a edificação dos dois pisos que virão acima, completando o projeto das salas de aula. A expectativa é de que o serviço leve até 40 dias para ser finalizado, com uma média de 45 caminhões de concreto sendo despejado a cada dia. Só na sexta-feira foram 32 caminhões. Essa etapa da obra deve receber 13 mil metros cúbicos de concreto e mais de 30 pessoas trabalham diretamente no processo. “É importante o momento da concretagem do prédio de aulas porque com esse avanço conseguimos consolidar as estruturas básicas de todo o campus. O que representa um significativo avanço na materialização das etapas de construção, um passo importante após um ano da retomada da obra”, ressaltou a reitora da Unila, Diana Araujo Pereira. Para o representante do Unops, Fernando Barbieri, a finalização da obra é o reflexo da união de entidades que trabalham pela integração regional. “Com essa retomada, a expectativa é não apenas entregar uma infraestrutura de ponta para a Unila, mas também contribuir para o desenvolvimento da região. O Unops fica muito satisfeito em apoiar essa realização, unindo capacidade técnica e gestão internacional a serviço de um projeto tão importante”, disse. Opinião partilhada pelo diretor-geral da Itaipu, Enio Verri. “ A diretoria da Itaipu está comprometida com a integração e acredita muito no projeto do presidente Lula para a educação superior brasileira. Esta obra terá um impacto muito significativo para a cidade, beneficiando milhares de pessoas”, afirmou.

Especialista da ONU/UNOPS avalia padrões de segurança na retomada das obras do Campus Arandu

Atividade realizada pelo UNOPS envolveu trabalhadores e empresas responsáveis pela execução e fiscalização da obra Entre os dias 18 e 22 de agosto, Ricardo Ahumada, especialista internacional para temas de saúde, segurança, social e meio ambiente (HSSE, na sigla em inglês), do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) para a América Latina e o Caribe, visitou as obras do Campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR). Na visita, Ahumada conheceu a planta da obra, a equipe de segurança dos consórcios responsáveis pela retomada, e auditou se os setores técnicos estavam trabalhando de maneira correta e segura, a fim de analisar e verificar as conformidades de segurança e saúde. “A missão teve como objetivo fortalecer a segurança e a sustentabilidade nas obras, garantindo o bem-estar das pessoas envolvidas. Os resultados foram muito positivos, pois consolidamos processos de controle para atividades críticas e ampliamos o uso de boas práticas de segurança. Esses avanços reforçam o compromisso da UNOPS em promover infraestrutura segura e responsável”, destacou Ahumada. Durante a visita, além das auditorias na planta, Ahumada realizou, junto às equipes técnicas de fiscalização e construção, uma reunião de produção e segurança para avaliar os planejamentos das próximas etapas da obra. Como gestor do projeto, o UNOPS atua de forma integrada, combinando análise de riscos, acompanhamento técnico em campo, protocolos de monitoramento e auditorias. Este trabalho é realizado em parceria com a UNILA e com a Itaipu Binacional, visando garantir que as normas de segurança e saúde sigam os mais altos níveis de padrão internacionais e nacionais. Para Nicholas Brito Alonso, associado de saúde e segurança ocupacional no projeto do Campus Arandu, a visita de Ahumada foi oportuna e necessária para o andamento seguro da obra, uma vez que ele pode presenciar a execução de todos os protocolos que estão sendo seguidos para a segurança, sustentabilidade e bem-estar dos trabalhadores na obra. Ao fim da visita, o especialista internacional entregou um relatório destacando de forma positiva o trabalho de HSSE realizado no canteiro, indicando que as medidas adotadas fomentam uma cultura de segurança “Meta Zero”, de zero acidentes durante a obra, de gerenciamento de riscos, de aplicação de normas internacionais e brasileiras, de igualdade de oportunidades e prevenção de assédio.

81 animais são resgatados na área do novo campus da UNILA

Iniciativa buscou dar atenção à fauna que reside, adentra e transita pelo local, de modo a evitar ou mitigar impactos negativos da execução da obra aos animais Um esforço coletivo para dar atenção à fauna que estava ou passa pela área do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latinoamericana (UNILA) permitiu o manejo de 81 animais de 25 espécies neste primeiro mês de retomada das obras. As principais classes encontradas foram de répteis, aracnídeos e mamíferos – que, juntas, representam 80% dos atendimentos. O trabalho, realizado em parceria entre o Consórcio MPD Ankara e o Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, com apoio do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), mostra que é possível pensar em infraestrutura com respeito à biodiversidade local.  Toda a limpeza do terreno contou com supervisão e apoio de uma equipe especializada, que seguiu as normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná para afugentamento e resgate da fauna, com o uso de equipamentos e materiais de manejo adequados para tal finalidade. O trabalho também passou pelas etapas de planejamento e reconhecimento de campo, identificando possíveis ninhos e tocas, e de mapeamento de pontos estratégicos de soltura, com o apoio do Refúgio Biológico da Itaipu, para garantir a segurança dos animais antes da entrada dos maquinários da obra. Outras técnicas de produção de sons também foram empregadas para afugentar a fauna de médio e grande porte, prevenindo acidentes. Bruna Galindo, bióloga que liderou os trabalhos pelo consórcio MPD Ankara, explica que a ação estabelece um padrão elevado para a proteção da vida silvestre durante atividades da construção civil de grande porte, como o novo campus da UNILA. “Todo o trabalho de limpeza do terreno foi acompanhado pela equipe de proteção e resgate de fauna, o que nos permitiu responder de forma rápida às necessidades dos animais e reduzir possíveis danos à biodiversidade local”, pontuou. Ela também destacou a importância da boa comunicação entre todas as pessoas envolvidas na atividade. A  Head de Meio Ambiente, Qualidade e Inovação na MPD Engenharia,  Caroline Abreu Head de Meio Ambiente, também reforçou que obras desta magnitude, realizadas em um local de proteção ambiental, exigem planejamento e integração entre todos os envolvidos para assegurar que desenvolvimento e preservação caminhem lado a lado. “Essa iniciativa reflete o compromisso da MPD com a responsabilidade socioambiental e com a execução de projetos de forma sustentável”, completou. A maior parte dos animais encontrados, cerca de 65%, foram resgatados e soltos nas áreas mapeadas (as chamadas áreas de soltura), enquanto outros 20% foram afugentados, ou seja, conduzidos naturalmente a habitats seguros no entorno. Outros 10% foram apenas avistados e menos de 5% precisaram de resgate e acionamento de equipe veterinária do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu, devido a ferimentos identificados previamente e que não tiveram relação direta com as atividades da obra. O licenciamento e a compensação ambiental do terreno foram feitos na primeira fase da construção, em 2012, conforme estabelecido pela legislação. Entretanto, ao longo dos anos em que a obra do novo campus ficou parada, a vegetação voltou a crescer, aumentando também a probabilidade de incidência de animais. Com isso, foi exigido do consórcio vencedor da licitação a contratação e presença de profissionais habilitados para as inspeções e liberação das áreas antes e durante as atividades realizadas pelos maquinários. Atualmente, além da fauna, há o predomínio da espécie exótica conhecida como leucena. Para o gerente de projetos do UNOPS Rafael Esposel, a ação demonstra que, com planejamento e responsabilidade, o avanço da infraestrutura e o desenvolvimento econômico podem coexistir com a fauna local. “Esperamos que a experiência do Campus Arandu sirva como um modelo inspirador de sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente”, diz. O veterinário Pedro Teles, do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional, acrescenta que será feito o monitoramento da fauna a longo prazo, para a verificação de eventuais novas rotas e fluxos de passagem de animais no entorno da universidade. “Infelizmente, a gente não consegue explicar para os animais que eles não podem mais utilizar essa ou aquela área, por isso, além de realizar o devido resgate e afugentamento, é preciso fazer um trabalho gradual para que a fauna passe a utilizar novas rotas de trânsito e novos lugares de ocupação”, explica. “Então, para isso, já realizamos pequenas intervenções que vão deslocar esses animais para um lugar mais seguro, ao invés de fazer logo uma grande intervenção e correr o risco de o animal entrar no canteiro de obra.” “As ações do Refúgio Biológico na obra da UNILA demonstram o cuidado e a preocupação da Itaipu com seu entorno natural. Além de financiar a obra, a empresa presta suporte para as ações ambientais no campus, que está instalado em um espaço cedido pela usina, uma área de proteção ambiental”, completou Gisele Ricobom, assistente do diretor-geral brasileiro de Itaipu e representante da empresa no Conselho Executivo do projeto de retomada da obra Niemeyer – Campus Arandu.

Aviso: Fechamento do estacionamento da UNILA próximo à barreira de Itaipu

Por conta da retomada das obras do Campus Arandu, o estacionamento localizado ao lado da barreira de Itaipu será desativado a partir de 26 de junho. Com isso, foi lançada uma pesquisa para subsidiar a análise de alternativas ao fechamento do local. O Gabinete da Reitoria informa à comunidade acadêmica da UNILA – usuária da Unidade Itaipu Parquetec – que, em decorrência da retomada das obras do Campus Arandu, o estacionamento localizado ao lado da barreira de Itaipu será fechado no dia 26 de junho, impossibilitando a guarda de carros nesse espaço. Alternativas estão sendo estudadas pelas equipes das instituições envolvidas na construção do Campus, assim como o Itaipu Parquetec. Assim, para subsidiar essa análise, uma pesquisa está sendo direcionada aos usuários do estacionamento externo da barreira. O formulário eletrônico pode ser respondido até o dia 6 de junho.

UNOPS encerra processo licitatório para conclusão do novo campus da UNILA

Empresas selecionadas começarão a operar nesta semana no canteiro de obras Chegou ao fim o processo licitatório para a contratação das empresas responsáveis pela execução e fiscalização das obras da fase 1 do novo Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ambos os editais ficaram publicados por mais de 50 dias e foram amplamente divulgados pelos canais oficiais do projeto e pela imprensa. Para a execução das obras, o consórcio vencedor foi o MPD e Ankara UNILA, formado pelas empresas MPD Engenharia e Ankara Engenharia, ambas com mais de 40 anos de experiência no setor e mais de 4 milhões de metros quadrados construídos. Já na fiscalização, o consórcio vencedor foi o Nerkpe, composto pelas empresas Nova Engevix, Prisma Consultoria e Engenharia, e RK Engenharia e Consultoria. A partir da assinatura do contrato, o consórcio MPD e ANKARA UNILA iniciará as primeiras atividades no canteiro de obras, incluindo a limpeza do terreno, estudo topográfico (medição e representação das características físicas do terreno), reparo no cercamento e a construção do canteiro temporário. Também serão realizadas atividades prévias de segurança, como a elaboração de laudo cautelar, instalação de elevador cremalheira (equipamento de transporte vertical de cargas e pessoas) e de linhas de vida (sistema de segurança contra quedas em trabalhos em altura) nas edificações. As licitações fazem parte do processo de retomada das obras da fase 1 do campus, que contempla a construção dos edifícios da central de salas de aula, prédio administrativo e restaurante universitário/biblioteca. A nova estrutura, com área construída de mais de 94 mil metros quadrados, visa oferecer um espaço adequado para toda a comunidade acadêmica da região e contribuir para o desenvolvimento da educação superior no país e na América Latina e no Caribe. Os investimentos foram custeados pela ITAIPU Binacional. O processo de seleção das empresas foi conduzido pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), com a adoção de critérios e padrões internacionais, além das melhores práticas de transparência e eficiência na gestão de projetos. Importante destacar que por enquanto as visitas técnicas à obra estão suspensas. Outras informações e avanços da obra também serão divulgados através das redes oficiais (Instagram e site) do projeto e parceiros.