Medida em cotas utilizada pela Itaipu Binacional define a altura em relação ao nível do mar e é utilizada em projetos de engenharia

O prédio central do novo Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) atingiu 245 metros de altitude em relação ao nível do mar na sua 16ª laje e chegará a 263 metros após a conclusão dos 18 andares previstos no projeto de Oscar Niemeyer. Para se ter uma ideia comparativa, a altitude já é maior que a da barragem principal da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que tem 225 metros de altitude.
O novo campus está localizado em um terreno próximo à Usina, em uma área mais elevada e acima do nível do reservatório da barragem. A distância entre os dois pontos é de aproximadamente 3,5 km.
Segundo a diretoria técnica da Itaipu, a utilização de cotas sobre o nível do mar é um parâmetro fundamental na engenharia da usina, e o nível médio do mar é adotado internacionalmente como um referencial altimétrico estável, o que garante uniformidade e confiabilidade nas medições realizadas em grandes obras de engenharia.
Essa padronização é especialmente importante por se tratar de uma usina binacional operada por Brasil e Paraguai, envolvendo equipes técnicas, normas e sistemas de ambos os países. O uso de um mesmo referencial evita inconsistências e possibilita a correta integração dos projetos, medições e estudos técnicos.
“Quando utilizamos o mesmo referencial altimétrico adotado em uma das maiores obras de engenharia do mundo, evidenciamos não apenas a dimensão técnica do edifício, mas a magnitude do propósito fundamental da Unila, que é a integração latino-americana”, destacou a assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Gisele Ricobom.
O uso desse referencial também facilita o monitoramento ambiental e hidrológico, permitindo a compatibilidade com mapas topográficos oficiais, dados de cheias, estudos de impacto ambiental e sistemas de georreferenciamento. Dessa forma, as cotas relativas ao nível do mar asseguram padronização, segurança, precisão operacional e integração técnica em todas as atividades relacionadas à Usina de Itaipu.
Para Ivan Dario, prefeito da UNILA, embora seja um dado técnico, a leitura em cotas altimétricas também ajuda a comunicar sobre a dimensão do novo Campus. “A tradução destes parâmetros de engenharia em referências compreensíveis ajuda a entender como o Campus Arandu se insere na paisagem e sua importância para o desenvolvimento da região”.
Do ponto de vista arquitetônico, Oscar Niemeyer pensou a estrutura do edifício central como um ponto com uma vista privilegiada da Usina de Itaipu e da cidade. A proposta original previa 23 andares, mas por questões técnicas e de segurança precisou ser reduzida para 18 andares, mas ainda mantendo seu papel estratégico como um ponto de referência do projeto do arquiteto.
Na imagem abaixo é possível observar um comparativo entre a altura em relação ao nível do mar (cota) da barragem de Itaipu e do novo prédio do Campus Arandu.



